quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Crua

Travo uma batalha, como se a solidão fosse cruzada
O sangue derramado percorre o corpo de manhã
A arma é peça passada há tempo enferrujada
Que um dia roubei de uma bonita anfitriã

Lutas diárias contra tudo que já não tem vez
Golpes gerados de um guerreiro franzino
Que não tem força para agarrar com altivez
A arma pesada que lhe conceda o destino

Finda luta eterna, que meu peito é ferido
Das pancadas que me déra sem perdão
Dos pesos do armamento mal usado
Que por fim dilacerou meu coração

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Proponente

A possibilidade de controlar a mente
A necessidade de aliviar a consciência
A probabilidade de arrancar essas tristezas
Corrompe-me como prostituta

Sensível até o ultimo pelo
Vou me desconstruindo, refazendo
Nada de fixar, nada de reconhecer
Minha verdade é renovável

Lágrimas fatigantes de águas salgadas
Tristezas relevantes de alma tangível
De repente aparece tão presente
Em um corpo navegante, flutuante.

As verdades passam a não existir
As necessidades ficam à flor da pele
O descontrole controlado na fraqueza
Determina essa nova direção.