quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Li-verdade

18h00 saí, coloquei meu pé na rua
Hoje é um dia comum de um mês comum
Faço-me uma pergunta normal, como de habitual
A diferença é que dessa vez parei pra sentir o vento.
O que seria liberdade?
E na hora vêm repostas superficiais e generalizadas
Liberdade deve ser poder sentir o vento como agora
Depois de ficar 10h00 presa dentro de uma empresa
Será?
Será que poder sair nas ruas e correr por ai é ser livre?
Poder andar e pular no abismo e mesmo assim sentindo-se preso.
Ser mímico com as mãos atadas, ser autônomo com horas marcadas?
Presa pelos meus pensamentos, eu sou minha prisão.
Amanhã vou viajar, pegar a estrada e me distânciar
O medo que tenho é de ficar por aqui, mesmo tão longe
Nada de fato existe, nada de fato acontece,
É tudo situações feitas e realizadas pela inconsciência
São todas pesquisas Freudianas constantes.
Um dia paro de ler e me jogo em meio aos pensamentos
Um dia não falo e nem bebo e vou cair em meio ao vazio
Um dia essa busca por mim vai me tomar menos tempo
Um dia o sorriso vai nascer sem perceber, mas um dia, só um dia...
Quando estiver acorrentada e enjaulada,
E mesmo assim livre como uma borboleta
Linda e breve.
Mas depois, porque agora o ônibus esta vindo...