De dentro da alma (feito em dias tristes a muito tempo atrás, essa é minha parte romântica).
Quero que você morra
Quero o prazer de ver seus olhos fechados,
Dentro de uma caixa escura e fria
Para você sentir o que passei em vida
Quero pela última vez que me entenda de fato
Quando começar a chover, isso se tornará ainda mais justo, mais limpo.
Esqueças de tudo que lhe disse em dias de cumplicidade
Pois não és digno de conhecer meus anseios
Jogue fora tudo que te ligas a mim
Pois não tenho extensão para suas más energias
Suas promessas sempre tão doces e cruéis
Lamentável o caminho que segues ser humano
Em busca de diversão e longe dos reais atritos da vida
Palhaços nas cortes, plebeus na platéia com uma vaga ilusão de um instante de felicidade.
Sinta-se Feliz no dia de sua partida. Pois estará saindo de um mundo podre, cheio de você.
Pensando bem, olhando desse ângulo,
Queria que jamais morrestes, para viver eternamente nesse castelo de horrores que é a humanidade.
A vida é o que te desejo de mais lamentável.
sábado, 24 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Poemas do coração obscuro
Finalmente o fim
Quantas vezes supliquei a Deus
Que me livra-se do fardo que é viver
Quantas noites sonhei em não acordar
Creio que pior que viver e conseguir morrer
Quando acordar lhe parece um peso
As noites se tornam ainda mais amantes
Quando seu rosto parece apático
A escuridão torna-se ainda mais companheira
O sol me queima, as luzes me cegam,
Os cheiros me enjoam e as vozes me enlouquecem
Que sentido há em tudo isso¿
Porque sou obrigada a viver entre esses montes de carnes andantes¿ por que aturar esses animais racionalmente ignorantes¿ pra quê ser um deles¿
Viver a vida cada instânte, não responde aonde chegaremos com tudo isso.
Amar o semelhante, não responde o porquê das guerras e da falta de amor próprio.
As perguntas sem respostas só me tiram a vontade de questionar, a essência da filosofia não me consome mais.
Tudo que sei é que nada quero.
Quantas vezes supliquei a Deus
Que me livra-se do fardo que é viver
Quantas noites sonhei em não acordar
Creio que pior que viver e conseguir morrer
Quando acordar lhe parece um peso
As noites se tornam ainda mais amantes
Quando seu rosto parece apático
A escuridão torna-se ainda mais companheira
O sol me queima, as luzes me cegam,
Os cheiros me enjoam e as vozes me enlouquecem
Que sentido há em tudo isso¿
Porque sou obrigada a viver entre esses montes de carnes andantes¿ por que aturar esses animais racionalmente ignorantes¿ pra quê ser um deles¿
Viver a vida cada instânte, não responde aonde chegaremos com tudo isso.
Amar o semelhante, não responde o porquê das guerras e da falta de amor próprio.
As perguntas sem respostas só me tiram a vontade de questionar, a essência da filosofia não me consome mais.
Tudo que sei é que nada quero.
Poemas do coração obscuro
Rompendo-se
Hoje senti novamente aquele medo
Senti de novo os arrepios na espinha
O peso do mundo em minhas costas
Sei que nada me prende a mim
Sei que a minha alma se pendura
A muito a tristeza me deixou
Mais como boa companheira, não me esqueceu
Posso ver esse nó, posso chorar essa dor
Posso parar de escrever e admitir que
Nem a inspiração me inspira
A beleza não me parece fundamental
O amor não me convence
A fé que era inabalável rompeu seus muros
O silencio é só o que quero
A música que há tempos me emocionou,
Tem agora uma letra fúnebre e triste
Eu posso ser apenas vitima dessa vida cruel,
Dessas pessoas apodrecidas, ou ser o único responsável
Por toda essa escassez.
Posso bradar aos setes ventos, todas as maldições possíveis
Posso cortar minha pele e sentir o sangue expulso das minhas veias, ou posso fingir que não sou daqui,
Assumir essa parte de mim que diz: Vai e esquece que pode pensar, Vai porque atrás de suas fronteiras há um céu de estrelas sem limites.
Mas o medo é tanto que meu céu pode ter fim e menos estrelas que minha dor.
Hoje senti novamente aquele medo
Senti de novo os arrepios na espinha
O peso do mundo em minhas costas
Sei que nada me prende a mim
Sei que a minha alma se pendura
A muito a tristeza me deixou
Mais como boa companheira, não me esqueceu
Posso ver esse nó, posso chorar essa dor
Posso parar de escrever e admitir que
Nem a inspiração me inspira
A beleza não me parece fundamental
O amor não me convence
A fé que era inabalável rompeu seus muros
O silencio é só o que quero
A música que há tempos me emocionou,
Tem agora uma letra fúnebre e triste
Eu posso ser apenas vitima dessa vida cruel,
Dessas pessoas apodrecidas, ou ser o único responsável
Por toda essa escassez.
Posso bradar aos setes ventos, todas as maldições possíveis
Posso cortar minha pele e sentir o sangue expulso das minhas veias, ou posso fingir que não sou daqui,
Assumir essa parte de mim que diz: Vai e esquece que pode pensar, Vai porque atrás de suas fronteiras há um céu de estrelas sem limites.
Mas o medo é tanto que meu céu pode ter fim e menos estrelas que minha dor.
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