segunda-feira, 12 de julho de 2010

Poemas do coração obscuro

Finalmente o fim

Quantas vezes supliquei a Deus
Que me livra-se do fardo que é viver
Quantas noites sonhei em não acordar
Creio que pior que viver e conseguir morrer
Quando acordar lhe parece um peso
As noites se tornam ainda mais amantes
Quando seu rosto parece apático
A escuridão torna-se ainda mais companheira
O sol me queima, as luzes me cegam,
Os cheiros me enjoam e as vozes me enlouquecem
Que sentido há em tudo isso¿
Porque sou obrigada a viver entre esses montes de carnes andantes¿ por que aturar esses animais racionalmente ignorantes¿ pra quê ser um deles¿
Viver a vida cada instânte, não responde aonde chegaremos com tudo isso.
Amar o semelhante, não responde o porquê das guerras e da falta de amor próprio.
As perguntas sem respostas só me tiram a vontade de questionar, a essência da filosofia não me consome mais.
Tudo que sei é que nada quero.

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