terça-feira, 22 de junho de 2010

Medo da contradição

Logo eu, que pensei que fosse meu fim,
me deparei com essa luz que hoje ilumina meu dia
Sabia que não demoraria, mais foi rapido demais
Faço poemas ridiculos e nem me dou conta do bem que isso me faz
Mais o que sinto já me basta e agora sei posso mais
Sinto o gelo que jurava ter derretido
Sinto o fogo que sentia ter-se apagado
É tudo muito igual e muito novo
Tento não dizer o que eu acho que sinto por você
Ai de mim!
Ai de mim!
Ai de mim, que ao ve-lo dei de cara com meu oposto, com meu ardor
ai dessa dor que me atinge no mais profundo da alma,
vejo ali o meu fim, a destruição da sanidade.
Não se mostre assim, pois aqui dentro é tão visivel,
visivel aos meus olhos.
Vou levar-te ao tumulo, antes que alguém nós perceba
Porque a podridão dos seres te deixa ainda mais dolorido,
ainda mais cruel, malditos sejam.

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